Tuesday, July 5, 2016

Já (quase) me tinha esquecido de como isto é bonito


Pois é... Hoje foi o meu primeiro dia neste novo trabalho de Verão e sabem que mais? Gostei. As pessoas são super simpáticas e acolheram-me muito bem, o ambiente é bom e a casa é um sonho. Basicamente o meu trabalho nos próximos dois meses (pelo menos) é ser um pouco rececionista e fazer visitas guiadas pelo museu, contando a história da casa e das obras lá expostas.
Creio que o verdadeiro motivo pelo qual estou tão empolgada se deve ao facto de ir trabalhar com línguas, devido à afluência de visitantes estrangeiros, e com arte que é a minha grande paixão.
Pode ser que no final do Verão uma das exposições seja a do meu trabalho ;) #fingerscrossed

Deixo-vos com a história resumida deste emblemático local:

A Casa Museu Adelino Ângelo está instalada num antigo solar, a Casa de Lamas, propriedade da Câmara, que se encontra localizado no centro de Vieira do Minho. É um edifício emblemático cujo interesse arquitectónico motivou a abertura de um processo de classificação, como Imóvel de Interesse Público.
Dotado de dois pisos, uma capela e uma eira de assinaláveis dimensões, assume particular destaque um pátio interior, de planta triangular. 
A sua localização associada às características da área imediatamente envolvente conferem-lhe um ambiente sugestivo, rapidamente capaz de nos fazer viajar no tempo.
É uma casa com uma movimentada história, bem à medida do contraste das gentes do Minho de então – grandes casas senhoriais a par das humildes da gente da gleba. No caso concreto, a “casa” nasce, uma parte, no século XVI, outra no século XVII, mas nos inícios da segunda metade do século XVIII, mais propriamente em 1728, por vontade de um homem desta região – Alexandre José de Lemos, é que se irá concluir, incluindo a capela. Muita foi a actividade deste homem e é dela recompensado com a atribuição de muitos títulos, cargos e funções: Comendador e Cavaleiro Professo na Ordem de Cristo, Familiar do Santo Ofício de Coimbra, Comandante das Milícias de Vieira do Minho. Em 1777 é nomeado cônsul da Republica de Génova, em Caminha.
E, em 1779, são-lhes concedidas armas dos Vieiras e Lemos, por carta de brasão de D. Maria I. Aliás a sua pedra de armas vai reflectir isso mesmo, partidas na vertical, com metade dos Lemos e metade dos Vieiras. A Casa de Lamas foi sendo acrescentada ao longo dos tempos, mas, curiosamente, respeitando sempre a traça inicial. A capela era um misto de habilidade de arte, com imagens de santos, vindos de Itália.
Casa de Lamas é um símbolo da riqueza patrimonial de Vieira do Minho ao serviço da comunidade local e regional. Este tem como dever, preservar a memória histórica (espólio da Casa de Lamas) e Artística do Concelho e inseri-lo na vida cultural dos nossos dias.
Na Casa Museu que tem o nome do Mestre Adelino Ângelo, nascido a 8 de Novembro de 1931, casa de seus pais, poderá apreciar a sua pintura – uma colecção de quadros que semestralmente será renovada, para que todos possam usufruir do conhecimento da sua obra impar no mundo da representação da vida cigana, bem com um dos maiores figurativos da pintura.
A Casa Museu Adelino Ângelo está referenciado como um espaço de actividades culturais, nomeadamente exposições temáticas, direccionadas para a mostra e experimentação de exercícios artísticos de criadores, num cruzamento de diversas técnicas e suportes, de diferentes discursos artísticos e vários temas que reflectirão as mais variadas preocupações e problemáticas, presentes no “território” artístico actual. Será particularmente pertinente que estas exposições possam vir a constituir um reforço e um estímulo ao trabalho que cada artista possa vir a realizar.

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